Por Daniela Gilardi
Psicóloga · CRP 06/75614
Publicado em 05/02/2020 · Atualizado em 15/07/2026
OAlcoolismo é um vício e/ou dependência causado pelo álcool e é considerado pelaorganização mundial de Saúde (OMS) uma doença.
Essadependência normalmente se inicia de forma inocente com a pessoa bebendosocialmente, sem que nada pareça fazer mal. Porém, tempos depois, a pessoapercebe que beber virou uma rotina em sua vida, que isso já está começando aatrapalhar as atividades e relacionamentos no seu dia a dia.
Algumaspessoas começam a beber como uma forma de fuga, motivadas por uma decepção,frustração ou até mesmo para ajudar a absorver a pressão do dia a dia. A pessoapassa a encontrar alívio com a bebida.
Háoutros fatores que influenciam como por exemplo a pessoa ter pré-disposição aoalcoolismo. Crianças e adolescentes que convivem com familiares que tem ocostume de beber em excesso pode ser um desses fatores.

Quando alguém está passando por problemas psicológicos, não é só essa pessoa quem sofre. A família, os amigos e todos que convivem com ela passam pelo mau momento de forma conjunta, dividindo as dificuldades.
Porisso, é importante saber como lidar com a situação e ajudar a quem estápassando por esse problema da melhor maneira possível.
Como ajudar pessoas que enfrentam o alcoolismo
Antesde tudo, é importante ter certeza de que a pessoa possui mesmo um problema como abuso de álcool. O alcoolismo é mais do que apenas beber muito e comfrequência: é uma dependência física e psicológica da substância.
Quandose encontram nesta situação, o apoio de familiares e amigos é essencial paraque possam superá-la. Mas como você pode ajudar?
1. Permita que eles sintam as consequências do alcoolismo
Ajudara aliviar os problemas causados pelo alcoolismo é uma forma de fazer com quequem tem o vício não perceba que suas ações motivadas pelo álcool têmconsequências.
Se a pessoa bebeu muito e não conseguiu acordar para ir trabalhar no dia seguinte, por exemplo, deixe-a. É importante que ela seja responsabilizada por seus atos e perceba que eles têm resultados danosos.
2. Não force o tratamento no início
Nãoadianta forçar alguém que não quer ser tratado a ir para uma clínica dereabilitação. Insistir que a pessoa se trate sem que essa vontade parta dela éa última opção e pode acabar sendo uma perda de tempo e de dinheiro em muitoscasos.
Tudo que você pode fazer, em um primeiro momento, é oferecer ajuda, sugerir que o tratamento pode ser benéfico e deixar que suas sugestões sejam aceitas ou não. Os diálogos podem até se tornar discussões duras e sinceras, mas não pressione demais logo no início.
3. Envolva mais pessoas no problema
Semais amigos próximos e familiares estiverem empenhados em ajudar, é possívelque a pessoa ouça mais, comece a dar maior importância para a questão,reconheça o vício e aceite um tratamento.
No entanto, é fundamental saber conversar sem julgar, sem criticar, no lugar e momento certos. Consultar um psicólogo é de extrema importância também para orientar sobre qual é a melhor abordagem a ser usada.

4. Não se torne um dependente
Procure entender a dificuldade pela qual a pessoa está passando sem deixar que ela tome conta da sua vida a ponto de isso afetar o seu bem-estar. Seja compreensivo, pesquise sobre as condições de um alcoólatra e as formas de ajudar, mas não se deixe levar por comportamentos manipuladores.
Saibaaté que ponto você deve se envolver: quando começar a afetar sua própria vida,é preciso reavaliar suas ações e, na medida do possível, afastar-se um pouco afim de que você possa reencontrar força e equilíbrio suficientes para ajudarnovamente.
Essaatitude é extremamente difícil quando o dependente é alguém próximo, mas,acredite, é um comportamento necessário para você melhor auxiliar aquele queestá doente.
5. Tome conta de si mesmo
A pessoa que mais tem contato com o alcoólatra e que divide com ele seus problemas todos os dias também poderá enfrentar momentos difíceis, que deixam a rotina mais pesada.
Se começar a se sentir estressado, irritado ou deprimido busque ajuda de um psicólogo. Ele saberá te orientar sobre a melhor forma de lidar com a situação.
Efeitos do Álcool
Quandoentrado na corrente sanguínea o álcool mexe diretamente com o cérebro, fazendocom que o indivíduo sinta uma espécie de euforia e alegria, e de certa formaconforto devido ao fato de esquecer os problemas.
Por outro lado, o indivíduo que ingere álcool enfrenta sérios problemas de convivência, chega um momento em que a dependência ao álcool é tão intensa que o indivíduo não sente mais os seus efeitos, o que é chamado de tolerância ao álcool.
Sendo assim ele não sabe a hora de parar e bebe mais do que deseja, fazendo com que ele interrompa suas atividades importantes.
Como o psicólogo pode ajudar
Na maioria das vezes o dependente do álcool se mostra muito resistente à terapia, não assume que é dependente e que precisa de ajuda, devido a isso chegam até o psicólogo ou outro profissional através da família ou amigos na maioria das vezes numa situação muito crítica da doença.
O psicólogo surge com o papel reforçador na intenção de ouvi-lo e instrui-lo a respeito de como voltar a ter um convívio normal, voltar a se relacionar e se comportar.
Em muitas dos casos tratados no consultório, o paciente usou o álcool como automedicação, isso contra decepções, angustia e depressão.
E o álcool fez com que o paciente perdesse parte da moral e caráter que possuía, sendo assim o psicólogo irá ajudá-lo a encontrar novamente os valores que se perderam e que possa estar apto a se relacionar em sociedade.
Pode fazer parte do tratamento de psicoterapia o apoio aos familiares, consiste na instrução para que eles saibam lidar com o dependente.
Além do tratamento de psicoterapia, combinado com ele há o tratamento com medicação, isso porque devido a abstinência pode existir prováveis convulsões os medicamentos são para evitar as mesmas, também combinado a ele tem o acompanhamento de um nutricionista.
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Autor: Psicóloga Daniela Gilardi Torres Marques - CRP 06/75614Formação: Daniela Gilardi é psicóloga há 22 anos e possui ampla experiência no atendimento a adultos e casais. Atua com Terapia Cognitivo Comportamental e Gestalt trabalhando queixas como ansiedade, relacionamentos, carreira, depressão, autoestima, estresse, autodesenvolvimento, autoconhecimento...
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